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13/05/2026

Itaipu avalia expansão da usina e projeta energia mais barata a partir de 2027


Estudos incluem novas turbinas e modernização de equipamentos antigos, enquanto revisão tarifária pode aliviar a conta de luz do consumidor brasileiro

A Itaipu Binacional iniciou uma nova frente de estudos para ampliar sua capacidade de geração de energia, em meio a uma estratégia que combina modernização tecnológica e redução de custos ao consumidor. A expectativa da direção da usina é que esse movimento também contribua para uma queda adicional na tarifa a partir de 2027.

Hoje, o empreendimento opera com 20 unidades geradoras, cada uma com potência instalada de 700 megawatts (MW), das quais 18 estão em funcionamento e duas permanecem como reserva. A proposta em análise prevê tanto o aumento da eficiência das turbinas existentes — algumas com mais de quatro décadas de operação — quanto a possível instalação de novas unidades para elevar a produção total de energia.

De acordo com o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri, os estudos técnicos em andamento buscam aumentar a produtividade sem necessariamente depender apenas da expansão física, aproveitando melhor a estrutura já instalada. A iniciativa envolve consultorias especializadas e faz parte de um planejamento de longo prazo para manter a relevância da hidrelétrica no sistema elétrico brasileiro.

Esse esforço ocorre paralelamente às negociações entre Brasil e Paraguai sobre os novos parâmetros tarifários da usina, no âmbito da revisão do acordo binacional. A expectativa da gestão é que, com a reestruturação dos custos — especialmente após a quitação de grande parte das dívidas históricas do empreendimento — a energia de Itaipu fique ainda mais barata a partir de 2027.

Nos últimos anos, a usina já promoveu uma redução significativa nos valores cobrados. Segundo a direção, houve queda de cerca de 30% na tarifa, além de congelamento dos preços até 2026. A perspectiva, agora, é avançar nesse processo de redução.

Impacto para o consumidor

A combinação entre aumento de eficiência operacional e revisão tarifária tende a ter efeito direto na conta de luz. Como a energia de Itaipu abastece uma parcela relevante do consumo nacional, qualquer redução no custo de geração pode ser repassada, ainda que parcialmente, às tarifas cobradas pelas distribuidoras.

Na prática, isso significa que o consumidor pode sentir alívio na fatura a partir de 2027, especialmente se a queda tarifária for consolidada nos contratos regulados. Além disso, uma usina mais eficiente e com maior capacidade de geração contribui para a estabilidade do sistema elétrico, reduzindo a necessidade de acionamento de fontes mais caras, como termelétricas — fator que também influencia diretamente o valor final da energia.

Com isso, a estratégia em estudo na hidrelétrica não se limita à expansão técnica, mas se insere em um contexto mais amplo de modicidade tarifária e segurança energética, dois pontos centrais para o setor elétrico brasileiro.

Com informações Megawhat

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